26.6.12

Tenho andado com uns problemas com a vizinhança e decidi fazer algo pela minha imagem



Assim informa-se que a partir de hoje este blogue reforça a sua presença virtual. Depois do Twitter pode ser consultado também no Facebook através desta ligação. Ou se não resultar é pesquisar por The Sock Gap (Blogue). Fazer "gosto" nesta página torna os homens mais atraentes ao olhar feminino. No caso das senhoras está para sair um estudo que revela que graças à presença de um complexo vitamínico ser fã rejuvenesce a pele em dez anos. Ou então sou apenas eu que ando com tempo a mais. De qualquer forma não vos ficava mal gostarem disto.

21.6.12

Lembrei-me de partilhar isto convosco

Se uma miúda vos enviar uma sms a perguntar "Marquês?" não comecem a falar de chicotes, máscaras e palavras chave. É que na volta ela está apenas a convidar-vos para os festejos da selecção e nem se interessa muito por literatura. Acaba por gerar-se ali uma situação embaraçosa. Vejam lá isso.

19.6.12

Em escuta ali ao lado

Em "Cosmopolis", um filme fraco de um realizador forte, há uma frase: "o talento é mais erótico quando é desperdiçado". No "diálogo" que o Morrissey canta em "I Know It´s Over" alguém atira: "If you're so funny, then why are you on your own tonight"?

A crueldade é tão mais interessante quando surge disfarçada de elogio.

13.6.12

Santos

É possível descrever sociologicamente a noite de Santo António em Lisboa numa perspectiva de geo-referenciação. E pronto, podia acabar por aqui o post. Já utilizei palavras de quem percebe muito do assunto. E vocês ficavam desse lado a pensar que aquela frase queria dizer tudo e eu escusava de avançar com a explicação. Mas vou arriscar.

Os alfacinhas, genuinamente alfacinhas, aqueles que residem de facto em bairros de Lisboa, há muito que deixaram de olhar para esta noite como a oportunidade do festão do ano. Organizam-se de outras formas. Alguns preferem antes piscar o olho às oportunidades de negócio. Outros descem as escadas do prédio, andam uns minutos e circulam nos bairros do costume a ver se encontram o pessoal do costume. Bebem uma imperial, põem a conversa em dia. Vão perguntando se já se sabe quem ganhou as marchas. Ainda não, bebe-se mais uma e retoma-se a conversa.

E depois há os outros. Os que vêm dos subúrbios de Lisboa e aterram nesta noite como quem olha uma cidade pela primeira vez. Vão perguntando, enquanto estão na Graça, se o Alto de São João fica muito longe. Ou explicam aos berros ao telefone que estão "junto ao São Jorge" referindo-se ao Castelo e não ao cinema. E que miradouro é este perguntam. É Santa Luzia, respondo. E voltam ao telefone para dizer "pá ao pé do São Luzia". Passam na Sé e dizem que estão "junto à igreja".

Recentemente, a moda entre os suburbanos é o bairro da Bica. Não é difícil a explicação. É o que conhecem de Lisboa. O eixo Bica/Bairro Alto que o resto é ponto de passagem casa-trabalho. Ficam ali a noite toda. Parados no mesmo sítio. De vez em quando tentam vestir a pele de alfacinhas e gritam "yé yé yé a Bica é que é" não fazendo ideia o que representa para quem está no marcha o seu sentimento bairrista e aquele grito em particular. Que enquanto para alguns as marchas são colocar a mão na anca e descer uma avenida para outros são uma convicção profunda. Com meses de preparação. E ansiedade e coração aos pulos.

Ao fim da noite pegam nos seus carros - de que outra forma chegariam à cidade? - estacionados de forma caótica onde calha. Voltam para o Cacém ou o Barreiro bêbedos que nem um cacho. A pensar que gira era aquela com quem dancei o pai da criança. É a recordação que levam de Lisboa. Naquela noite de Santo António. Quinta-feira é dia de trabalho. 09h-18h em Lisboa e ufa que já está na hora de voltar para o IC19. A ver se hoje apanho menos trânsito.

7.6.12

Ambição

Abrir um estabelecimento chamado "Casa dos Caracóis". Depois andar pela cidade a distribuir flyers anunciando "caracóis a 5 euros". Chegavam lá e era um cabeleireiro.

27.5.12

10

Perguntei-lhe o que fazia e ela respondeu criativa. "Então já temos algo em comum", afirmei. Perguntou se eu trabalhava em alguma agência publicitária. Respondi que não. "Mas quando jogo à bola com os amigos costumo ser número 10".

25.5.12

23.5.12

Em escuta ali ao lado

From this perspective, from this position
I have a good grip on both of them
Because I have stayed home
And have learned a little more about my neighbourhood
Which is important
You know, there's a lot of good places to eat

21.5.12

Jamor

Para os clubes com ambições modestas o importante é "chegar ao Jamor". Estar ali, fazer parte da festa. O favoritismo e o mediatismo estão do outro lado. Daqueles para quem o importante, mais do que a presença, é "levantar o troféu". Os olhos estão todos nos "grandes" e durante a semana a imprensa dá notícias como "em caso de vitória festa será em Alvalade". Como se do outro lado não existisse o direito a festejos. Ou a sonhar com eles. E depois a bola rola e o jogo começa. E por vezes há momentos de inspiração. Um contra-ataque bem sucedido. Um lance de bola parada. E contra todas as expectativas o mais improvável dá por si com o troféu nos braços. Logo ali esquece os tempos de "seca" e sobe-lhe a ambição à cabeça: "agora é vencer nas competições europeias". A magia da Taça de Portugal é não se tratar de uma competição longa e desgastante onde é premiada a regularidade. São eliminatórias disputadas ao género "perde-sai". E nessas partidas, onde tudo se joga em 90 minutos, o excesso de confiança pode ser aniquilado e a surpresa tomar lugar numa expressão que se designa por "acontecer Taça". E a páginas tantas isto nem é um post sobre futebol.

15.5.12