1.10.08

É assim tipo Lux


















(Imagem de alguém que tem certamente muito jeito para a fotografia mas que o Google Images não permite identificar. Se o autor por acaso passar por aqui que se acuse faça favor) .

Em artigo no "Público" da passada segunda-feira, a propósito dos dez anos do Lux, o jornalista Vitor Belanciano refere a páginas tantas que "na província, quando os locais querem explicar aos forasteiros como é o espaço nocturno de maior prestígio na povoação, caracterizam-no como sendo uma espécie de Lux". Tendo algumas reservas sobre o que considerará Vitor Belanciano ser a "província", o exemplo é feliz no sentido de perceber a importância do Lux como referência na noite em Portugal. E faz lembrar um amigo que há uns anos procurava explicar-me como era a Ovibeja dizendo que era "assim tipo Expo". Espero que entretanto o inchaço no olho já tenha passado que a intenção não era acertar com tanta força. Do Lux, entre várias noites e princípios de manhã, guardo sobretudo na memória as descobertas que tem vindo a permitir. O vídeo em escuta ali ao lado é um exemplo. Os Cindy Kat, cujo concerto de lançamento foi visto quase por acaso, têm lugar de honra entre as melhores perfomances a que assisti no local. Potenciado pelo facto de, tendo em conta o percurso da banda, a coisa ameaçar seriamente ganhar contornos de única e irrepetível, dada a ausência de novos espectáculos em torno do álbum que tem o curioso título de "Vol.1". Contudo, quando toca a indicar as virtudes do Lux, dou por mim a optar por algo rápido e simples: tornou mais fácil explicar o caminho até casa. O mesmo que há mais de dez anos era feito com a companhia de terrenos abandonados onde as ervas cresciam à altura do joelho, completado com fraca iluminação e barracas, e que eu fazia para ir jogar basquetebol no pavilhão da Escola Patrício Prazeres. A que hoje é descrita como "aquela que fica ao pé do Lux". Na altura "aquela com vista para a linha do comboio e onde se não tiveres cuidado roubam-te a carteira". Não foi à custa do Lux a requalificação do local. Mas terá sido com um forte contributo do Lux que a zona deixou de ser "assim tipo Xabregas".

24.9.08

High Five

Parabéns ao Sem Pénis Nem Inveja pelo 5º aniversário.

Inspirado nos conselhos de Bruno Aleixo *

Não vale a pena comprar o "Público". É oferecido a quem fizer compras no Continente. Vais lá e compras uma garrafa de água das pequenas. Fica-te a 15 cêntimos.

* Sobre Bruno Aleixo.

21.9.08

Soulwax is playing at my backyard

Em escuta ali ao lado os Soulwax, que é como quem diz 2 Many DJ´s, que é como quem diz Stephen e David Dewaele, a improvisarem sobre o tema dos Human League "Don´t You Want Me" no que aparenta ser o quintal lá de casa.

O PS apresentou como novo slogan "A Força da Mudança"

O que acaba por ser uma vitória contra aqueles que previam que ao copiar o marketing de Obama o partido traduzisse "Change" como trocos. Aguarda-se que no próximo comício Sócrates afirme que tem um sonho.

17.9.08

Um gajo anda por aí às voltas e acaba a tropeçar em blogues geniais

Como é o caso do Nacional Maior. "Anos 90 do futebol português" ou o tempo em que o Miguel Barroso comentava futebol em alternância com o Gabriel Alves. E infelizmente também com um sujeito chamado José Nicolau de Melo que tinha sérios problemas em pronunciar nomes como Zahovic e Drulovic. Ainda não encontrei no Nacional Maior nada com o "carimbo" do Francisco Figueiredo, o último grande repórter de pista das transmissões televisivas em Portugal. Recordo um jogo disputado na Amadora, debaixo de forte chuva, onde decide entrar na emissão para dizer "chove agora com mais intensidade e eu que trouxe sapatinhos de Verão". Já não se fazem jornalistas assim. O Nacional Maior permite ainda recordar a melhor equipa que já vi em Belém, na distante época de 1992/93, na qual alinhavam o genial Emerson, aquele que ficou conhecido como um-filho-da-puta-de-um-traidor Mauro Airez e um dos melhores centrais que vi no Restelo, de seu nome Guto, um jogador que era descrito como "eficaz na marcação" o que é mais ou menos o mesmo que dizer mestre na arte de mandar arrochada no adversário. Há por lá um resumo de um jogo com o Benfica onde dá para ficar com uma ideia bem clara do que acabei de escrever. Esse jogo acaba aliás por ser um documento histórico, pelo menos para aqueles que não percebem a razão de toda uma geração de adeptos do Belenenses, na qual me incluo, considerar o Benfica o maior rival. É que há merdas que não se esquecem. Ainda por lá destaque para um célebre Boavista-Guimarães, onde debaixo de temporal esteve em evidência o central Tanta na nobre arte do carrinho, que devia ser de visionamento obrigatório em aulas de Educação Física. A ver se os putos jogam à bola como homens.

16.9.08

Made in Portugal

iPhoda.se

O Momento da Verdade

Não tenho nada contra a Teresa Guilherme. Mas ainda assim prefiro o Mr. Miyagi. Agora que penso nisso, interessante mesmo era aproveitar o título para fazer uma simbiose. Assim o "Daniel-San" não só deitava os adversários ao tapete como ainda os fazia confessar que puseram os cornos à mulher.

13.9.08

Se no meu tempo existissem prémios de mérito o Horácio não tinha fechado

O Horácio, salão de jogos entretanto transformado em loja chinesa, funcionou na década de 90, no eixo Graça-Alfama, como o equivalente às aulas de substituição de hoje, embora em boa verdade não tivessem necessariamente de faltar os professores. E funcionava ainda como uma espécie de complemento às aulas de Educação Física, na vertente de Iniciação ao Matraquilho. Durante uma temporada equacionou-se o alargamento à Iniciação ao Snooker, mas uma ou outra experiência mal sucedida, que terminou com uma ou outra bola no passeio em frente, acabou por deitar por terra as aspirações. O Horácio permitia ainda outra actividade, bastante popular, que consistia na observação de B.B., jovem rapariga que ganhou essa designação à custa de umas maravilhas que sabia fazer com a boca e que tinha o interessante hábito de jogar nas máquinas com aquilo que em linguagem desportiva se designa como "pernas afastadas à largura dos ombros". Contudo, e mesmo falando em 50 escudos a chapa, a utilização do Horácio como espaço de ocupação de tempos livres exigia capacidade financeira. E obrigava a interessantes exercícios de criatividade para conseguir cumprir com o calendário de jogos. Actualmente a tarefa estaria muito mais facilitada. E se olhar para o futuro e ver o R. a contar aos filhos que um dia foi tão bom aluno que recebeu um diploma das mãos do Mário Lino não parece ser muito entusiasmante, já dizer que se passou uma bela temporada a jogar matrecos e quem pagou foi o Governo é mais tentador. É que a prática desportiva, seja ela qual for, fica sempre mais facilitada com a existência de "patrocínios".

11.9.08

11.09.01



Por Sean Penn.

Citando



(...)Posso facilmente imaginar o que acontece quando Sarah se livra do penteado à anos 60 e dos óculos, quando solta o cabelo e obedece à lei divina que ordena “ide e multiplicai-vos”. Simpatizo com Sarah Palin e com esse cruzamento de Donas de Casa Desesperadas, O Amor no Alasca e personagem marota de certos filmes pornográficos que nela parece haver.

No Teatro Anatómico.

"O futebol é isto mesmo"

Compreendo o discurso que Maniche adoptou após a derrota com a Dinamarca. É na verdade o mais indicado quando não se sabe explicar o que aconteceu. Acredito mesmo que se no engate existisse um flash-interview dava por mim a repetir diversas vezes que "o engate é isto mesmo agora é levantar a cabeça e pensar no próximo encontro". Uma ou outra vez talvez justificasse com "condições adversas" ou "pressões inaceitáveis".

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